
Pensar em músculos pode deixá-la mais forte.
Ela entrou no próprio mundo verdadeiramente pela primeira vez. Falando sério consigo mesma, ela descobriu que mudava os fatos para que a verdade se adequasse aos seus padrões. Havia muita coisa errada naquela ideia, mas ela continuava pondo em prática mesmo assim.
Ela camuflava a própria tristeza com seus sonhos, com seus desejos. Ela esperou sentada - feito uma idiota- por muito tempo até que os sonhos se tornassem mais próximos. Mais próximos. Eles só ficavam mais distantes.
Ela não tinha mais lágrima alguma para verter por suas dores. Não possuía mais ambições e nada em que pudesse se apoiar. Essa era a verdade. Essa era a sua vida.
E dizer que a noite cairá para que você corra na praia; que os ventos vão soprar na sua varanda; que ela conheceu pessoas boas. Nossa, isso não vai mudar nada. Absolutamente nada.
Pela decepção de seus dias tediosos e cheios de uma angústia infeliz, ela caiu no sofá uma vez mais. E fechou os olhos, esperando dormir.
O Sono se recusa a fazer-lhe companhia.
Escreveu suas tragédias em um caderno, rascunhando-o. Quase poderia ser uma peça grega tamanhas as lamuriações e dramas. Ela se sentiu mais aliviada. Ela precisa de tempo. Ela vai conseguir pôr a cabeça no lugar. Ela vai, ela não quer. Ela decididamente vai.
Ir: Verbo intransitivo.
Se não era,
Passou a ser.
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